segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A história se repete.


Como em todas as eleições realizadas no Brasil, os eleitores fizeram sua parte: saíram às ruas, munidos do documento com foto, foram aos locais de votação e esperaram, alguns, 40 minutos na fila, mas, votaram.

O cidadão maricaense está de parabéns pelo exercício da cidadania. 

Nas visitas aos locais de votação, em Ponta Negra, Bambuí, São José do Imbassaí, Espraiado, Flamengo, Centro de Maricá, Itaipuaçu e Inoã, não foram poucos os idosos que, mesmo sem a obrigatoriedade, deixaram suas casas num dia frio e chuvoso, para ir às urnas.

A todos os candidatos, sem exceção, novamente, nota zero!

As bocas de urna flagrantes, pagas a preços que variavam entre R$100,00 e R$150,00 eram vistas facilmente. 

Em nossa incursão por Maricá, vimos muita coisa errada com a Polícia Militar por perto, sem nenhuma preocupação. 

A única manifestação policial flagrada por nossa reportagem foi a inibição de um protesto silencioso, na porta da Prefeitura de Maricá, onde um pequeno grupo, deixou uma cruz, com a inscrição: “Salvem a Restinga”.

De forma imediata, um sub-prefeito apareceu e retirou a cruz, deixando na calçada vizinha. Depois da insistência de poucos manifestantes, sem baderna, de recolocarem a cruz em frente à Prefeitura, a Guarda Municipal interveio, mas, assim como os cidadãos são obrigados a votar (não é uma escolha), existe algo chamado direito à liberdade de opinião e expressão e, a persistência dos manifestantes foi maior do que a dos Guardas Municipais que, acabaram saindo e deixando a cruz na calçada da Prefeitura.

A Polícia Militar ou a Guarda Municipal coibindo boca de urna, nenhum dos repórteres de A Semana testemunharam.

No pleno exercício de ignorar solenemente a Lei Eleitoral, algo que os candidatos sabem fazer como ninguém, milhares de “santinhos” foram espalhados pelas ruas, deixando a cidade mais suja do que já estava antes.

Maricá no final do pleito eleitoral, estava literalmente no lixo!

Junto com a chuva fina que caiu durante parte do dia, o papel dos “santinhos” foi se dissolvendo e, em alguns lugares, misturava-se com a lama. 

Ao ser perguntado por uma de nossas repórteres sobre a quantidade de propaganda irregular nas ruas, um morador do Centro de Maricá, indignado declarou: “Se eles fazem essa sujeira nas ruas, no dia da eleição, imaginem o que não vão aprontar na ALERJ!”

Já, Luciana, moradora de Bambuí afirmou: “Nenhum desses candidatos deveria receber voto. Não respeitaram a cidade, nós deveríamos anular tudo!”

Uma eleitora intitulada "Barbie", irritada  com a falta de respeito dos candidatos, resolveu juntar a pilha de propaganda irregular  de um mesmo candidato, jogada ao lado do Colégio Joana Rangel – Centro, e jogou os papéis para o alto, dizendo: “Vamos sortear quem vai ganhar a eleição!”

Francamente, Maricá não precisava de mais lixo.

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2 comentários:

  1. Parabéns pela matéria !
    Em meio aos jornais e revistas comprados pelos ditos "poderosos", existem pessoas sérias, que fazem da realidade do povo e da seriedade, suas armas contra a incompetência alheia. Mais uma vez, parabéns aos guerreiros !
    Infelizmente, a bandalheira imperou em Maricá, como de costume. A cidade, mais uma vez, foi invadida pelo lixo eleitoral. Lixo que suja as ruas, praças e avenidas, e lixo que anda, fala e respira. Lixo que compra votos, que dilacera a democracia quase inexistente. Lixo que rouba e não se esconde, pelo contrário, habita grandes mansões e dirige carros importados. Lixo que votou e recebeu. Lixo que governa e faz boca-de-urna. Lixo que se omite e que finge que não vê. Lixo que o gari não varre, nem o vento leva. Lixo que não sai com água e não para de cheirar mal.
    A cidade está fedendo. O lixo está em decomposição há dois anos ! Os garis do MP e do TCU parece que perderam suas vassouras, porque depois de dois anos de lixo aglomerado, permanecem parados, atônitos, diante do lixo que se aglomera mais e mais, incessantemente. Hoje, a Justiça Eleitoral veio reforçar a equipe dos garis, em ação conjunta com as Forças Policiais do Município. Como já era de se esperar, não varreram nada e a montanha de lixo duplicou !
    Mas o povo decidiu vestir o uniforme de gari. Pegaram seus respectivos documentos (com foto, é claro) e usaram como vassouras. Varreram, ou melhor, votaram.
    Hoje a cidade amanhecerá suja, mas ao mesmo tempo, limpíssima. O lixo eleitoral impresso ofuscará a beleza a cidade por umas 3 ou 4 semanas, eu sei.
    - Ué, mas o povo não limpou Maricá ?
    A resposta é: SIM ! A cidade está brilhando. Afinal, o lixo que estava ceifando a vida e a saúde dos nossos habitantes, roubando dinheiro e recursos da nossa cidade, marginalizando nossas crianças e adolescentes, mentindo nos palanques improvisados e nos submetendo aos inúmeros atos de irresponsabilidade administrativa, foi completamente VARRIDO !

    Parabéns, povo de Maricá ! Já consigo sentir o cheiro do mato, da terra úmida e da verdade. O cheiro de chorume, sumiu.
    Dias melhores virão, eu sei. Mas a limpeza não pode parar. Devemos manter a cidade limpa, sempre. Só assim os ratos, patos, baratas, aspones e outros animais pessonhentos, serão dizimados, definitivamente, do nosso município.

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  2. Como resolvi adotar Maricá como minha cidade, fiz meu papel de boa cidadã e tranferi meu título do RJ pra cá. Essa foi minha primeira eleição em Maricá e realmente foi decepcionante a sujeira dos candidatos. Mas isso não é exclusividade daqui, infelizmente propagandas políticas não respeitam nada.
    O que me deixou chateada é que ao chegar no Domício da Gama (onde voto) descobri que minha seção foi juntada com outra seção, ou seja, duas seções pra uma urna só!!
    Enquanto as outras salas estavam tranquilas a minha tinha uma fila de mais de 15.
    Esse tipo de bagunça não é causada pelo local, nem por ninguém dali, foi desorganização do TRE.

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